Os novos santos brasileiros

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            No dia 15 de outubro, a Igreja do Brasil celebrava Ação de Graças pela canonização dos mártires Padre André de Soveral, Padre Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e Companheiros que derramaram seu sangue em terras brasileiras (Rio Grande do Norte), testemunhando seu amor, fé e fidelidade a Deus. O Papa Francisco declarou Santos os primeiros mártires brasileiros, os padres Andrés de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, o leigo Mateus Moreira e outros 27 companheiros, juntamente com o Padre Escolápio, Faustino Míguez, o Pe. Ângelo da Acri, OFM e as crianças mártires mexicanas de Tlaxcala, Cristóbal, Antônio e Juan.

            No dia seguinte, com a presença de muitos brasileiros, foi celebrada na Basílica de São Pedro, no altar da cátedra, a missa em Ação de Graças pela canonização dos mártires de Cunhaú e Uruaçu. A Eucaristia presidida pelo cardeal Sérgio da Rocha contou com a presença de dom Murilo e dom Leonardo, do cardeal Hummes e dos bispos do Nordeste.

Em sua homilia, dom Sergio expressou “sincera gratidão e o agradecimento da Igreja no Brasil” ao papa Francisco e aos que se empenharam no processo de canonização dos Santos Mártires potiguares. Para o presidente da CNBB, os novos santos do Brasil são intercessores e modelos de como seguir a Cristo. Em sua reflexão, o cardeal ressaltou as atitudes dos mártires de fidelidade a Jesus; do amor à Igreja e da perseverança na Igreja; e da fé no Santíssimo Sacramento, testemunhada através da participação na Eucaristia e na doação da própria vida. O bispo ainda recordou os leigos, que formavam quase que a totalidade dos mártires em Cunhaú e Uruaçu: “O Laicato foi o grão de trigo que se consumiu naquele martírio, juntamente com os sacerdotes. O Laicato continua a ser na Igreja, hoje, o grão de trigo que se consome no dia a dia de nossas comunidades, no serviço pastoral, na evangelização e pelo testemunho cotidiano na família e na sociedade. Os leigos são chamados à santidade e, pela graça de Deus, têm dado testemunho de santidade no passado e no presente da Igreja no Brasil”.

            Também em sua pregação, dom Sérgio destacou três atitudes dos santos mártires que precisamos imitar em nossa ação evangelizadora: a fidelidade a Jesus Cristo, o amor à Igreja e a perseverança na Igreja e a fé no Santíssimo Sacramento, testemunhada através da participação na Eucaristia e na doação da própria vida. Quem segue a Jesus, é chamado a participar da comunidade dos discípulos de Cristo, que é a Igreja. Eles nos ensinam a permanecer sempre na Igreja, a valorizar as nossas comunidades, delas participando nas alegrias e nas dores. Por isso, o testemunho se apresenta, ao mesmo tempo, como testemunho pessoal e comunitário. Foi o que aconteceu em Cunhaú e Uruaçu, onde o martírio assumiu uma especial dimensão comunitária. A comunidade permaneceu unida em oração.  O testemunho comunitário da fé e do amor é ainda mais necessário no mundo de hoje.  

Supliquemos, confiantes, a intercessão dos Santos André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e seus 27 companheiros mártires, para que a fé em Cristo, o amor à Igreja e a vivência da Eucaristia continuem a ser testemunhadas no Brasil, por palavras e pela vida, em nossos templos, nas famílias e nos diversos ambientes da sociedade.

Texto adaptado de CNBB e Arquidiocese de Natal

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