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Igreja celebra o "Ano do Laicato"!

A Igreja no Brasil celebra, desde 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, o “Ano do Laicato”, que vai até 25 de novembro de 2018. O tema escolhido para animar esse ano especial foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5,13-14), pretendendo trabalhar a mística do apaixonamento e seguimento a Jesus Cristo e levar o cristão leigo a tornar-se, de fato, um missionário na família e no trabalho, onde estiver vivendo.

A realidade mais importante de todos os cristãos é o fato de que somos batizados. Antes de qualquer distinção ministerial, somos um Povo de Deus. Porque batizados, formamos em Cristo um só Corpo, vivificados pelo Espírito Santo. “Um só é, pois, o povo de Deus: ‘um só Senhor, uma só fé, um só Batismo; comum é a dignidade dos membros, pela regeneração em Cristo; comum a graça de filhos, comum a vocação à perfeição; uma só salvação, uma só esperança e uma caridade indivisa” (Lumen Gentium, n. 32).

A unidade precede e fundamenta a distinção nas diversas formas de participação na missão de Cristo. Esta unidade batismal também justifica que não podemos criar distinções ou graus de dignidade, pois “reina igualdade entre todos quanto à dignidade e quanto à atuação” (Lumen Gentium, n.32). Assim, quem recebe o sacramento da ordem não tem maior dignidade do que os que vivem o sacramento do matrimônio ou a vida consagrada. É importante que seja superada para sempre a visão dos leigos como uma categoria inferior. Os ministros ordenados não são mais importantes e dignos do que os leigos. Pelo batismo todos têm direitos e deveres na Igreja. Alguns direitos são o de associar-se em movimentos de espiritualidade e apostolado; aprofundar e amadurecer na fé; participar de sua comunidade de fé e das celebrações dos sacramentos; manifestar-se e ser ouvido em questões de fé; educar os filhos na fé cristã; cooperar na organização e condução das comunidades. Também existem deveres, como o de ser corresponsável na ação evangelizadora e, sobretudo, o de dar testemunho do Evangelho em todos os ambientes.

Como batizados, os leigos são chamados à santidade. Essa vocação é para todos. Não se faz necessário “fugir do mundo” para buscar a santidade. O cotidiano da vida familiar, profissional e social são os lugares ordinários para viver “o perfume de Cristo” e o “fermento do Reino”. “Eles se santificam nos altares de seu trabalho” (CNBB, Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade, n. 35).

O Ano do Laicato tem como objetivo geral: “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”. Dentro da comunidade eclesial, os leigos são chamados a cumprir tarefas assim como os ordenados e consagrados. Cada um com sua missão, com direito de agir, testemunhar e animar a sociedade e a Igreja. Os diversos ministérios apontam o horizonte onde o leigo deve agir, seja na formação, nos serviços básicos da comunidade de fé, animando a liturgia, a catequese e os serviços eclesiais, círculos bíblicos, grupos de reflexão e outros, bem como, o testemunho no serviço aos mais necessitados e carentes. “O papel dos leigos na Igreja é ser testemunha do Cristo ressuscitado onde moram, vivem e trabalham.” Nesse contexto, entende-se que a missão do leigo é desenvolver relações saudáveis na sociedade, na política, na economia, na cultura, na educação e na saúde para proteger a dignidade humana. O leigo é convocado a ser santo, é chamado a seguir Jesus Cristo na família, na Igreja e na sociedade através de uma profissão. Eis a sua grande missão.

Em uma carta enviada à Igreja do Brasil, o Papa pede que todos os leigos e leigas brasileiros se sintam animados a dar continuidade ao que chama de “nova saída missionária”. Que os fiéis católicos não se confinem em suas paróquias e levem a palavra do Evangelho mundo afora. “Não se trata simplesmente de abrir a porta para que venham, para acolher, mas de sair porta fora, para procurar e encontrar”, exorta Francisco. Destacando também o atual contexto em que se encontra o país, ele pede união aos fiéis brasileiros. “E, nesse momento particular da história do Brasil, é preciso que os cristãos assumam a responsabilidade de ser o fermento de uma sociedade renovada, onde a corrupção e a desigualdade deem lugar à justiça e solidariedade”. De fato, frisa o Papa, “a política é, antes de tudo, serviço”, não de ambições e interesses pessoais ou de prepotência de facções nem de autocracia e totalitarismos. Sabemos – recorda – que “Jesus veio para servir e não para ser servido”. O ponto de partida desse serviço, que requer constância, esforço e inteligência, – destacou o Papa – é o bem comum, visto como instrumento de crescimento, de direito e de aspirações das pessoas, das famílias e da sociedade em geral.

Texto adaptado. Fonte: http://cnbb.net.br

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