São José de Calasanz

2016 - Ano da Misericórdia

2016 - Ano da Misericórdia

 ”Há momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai. Foi por isso que proclamei um Jubileu Extraordinário da Misericórdia como tempo favorável para a Igreja, a fim de se tornar mais forte e eficaz o testemunho dos crentes.”

 

Com essas palavras, na Bula de Convocação, o Papa Francisco convida toda a Igreja a viver em 2016 o Jubileu da Misericórdia, que tem como lema “Misericordiosos como o Pai”, do Evangelho de Lucas 6, 36. Papa Francisco destaca que “Neste Ano Jubilar, que a Igreja se faça eco da Palavra de Deus que ressoa, forte e convincente, como uma palavra e um gesto de perdão, apoio, ajuda, amor. Que ela nunca se canse de oferecer misericórdia e seja sempre paciente a confortar e perdoar. Que a Igreja se faça voz de cada homem e mulher e repita com confiança e sem cessar: «?Lembra-te, Senhor, da tua misericórdia e do teu amor, pois eles existem desde sempre?» (Sl 25/24, 6).”

 

O Ano Jubilar teve início no dia 08 de dezembro de 2015 e terminará na solenidade litúrgica de Jesus Cristo, Rei do Universo, dia 20 de Novembro de 2016.

 

logotipo e o lema colocados juntos oferecem uma feliz síntese do Ano jubilar. O lema propõe viver a misericórdia no exemplo do Pai que pede para não julgar e não condenar, mas perdoar e dar amor e perdão sem medida (cfr. Lc 6,37-38). O logotipo – obra do Padre jesuíta Marko I. Rupnik – apresenta-se como uma pequena suma teológica do tema da misericórdia. Mostra, na verdade, o Filho que carrega aos seus ombros o homem perdido, recuperando uma imagem muito querida da Igreja primitiva, porque indica o amor de Cristo que realiza o mistério da sua encarnação com a redenção. O desenho é feito de tal forma que realça o Bom Pastor que toca profundamente a carne do homem, e o faz com tal amor capaz de lhe mudar a vida. Além disso, um detalhe não é esquecido: o Bom Pastor com extrema misericórdia carrega sobre si a humanidade, mas os seus olhos confundem-se com os do homem. Cristo vê com os olhos de Adão e este com os olhos de Cristo. Cada homem descobre assim em Cristo, novo Adão, a própria humanidade e o futuro que o espera, contemplando no Seu olhar o amor do Pai.

 

A cena é colocada dentro da amêndoa, também esta figura cara da iconografia antiga e medieval que recorda a presença das duas naturezas, divina e humana, em Cristo. As três ovais concêntricas, de cor progressivamente mais clara para o exterior, sugerem o movimento de Cristo que conduz o homem para fora da noite do pecado e da morte. Por outro lado, a profundidade da cor mais escura também sugere o mistério do amor do Pai que tudo perdoa.

 

Em oração pelo Ano Santo, o Padre Geral da Ordem Religiosa dos Padres Escolápios, Pe. Pedro Aguado escreve: “Peçamos ao Senhor que este Ano Jubilar seja para as Escolas Pias uma verdadeira ocasião de conversão e nos ajude a dar respostas e a tomar decisões como fez o nosso santo fundador. A misericórdia não é uma maneira “mais benigna” de enfrentar os desafios, mas autêntica e profunda. Que seja assim entre nós.”

 

Confiras todas as informações sobre o Ano da Misericórdia no site: www.iubilaeummisericordiae.va