São José de Calasanz

A Espiritualidade do Educador Escolápio

A Espiritualidade do Educador Escolápio

O olhar de um profundo observador da espiritualidade do educador calassâncio percebe que esta espiritualidade se desenvolve em função de uma particular finalidade pedagógica. O  exercício da virtude, as práticas comuns de piedade, a vivência dos votos ( pobreza, castidade, obediência, educação...) lhe servem não só para alcançar maior semelhança com o Senhor, mas também são úteis e indispensáveis para aperfeiçoar seu caráter pedagógico. E ao invés: toda a atividade pedagógica se converte em médio potentíssimo de progresso espiritual.
Com certeza, para Calasanz a principal virtude do educador é o amor a Deus e ao próximo, que cristaliza no amor prático aos alunos, na caridade pedagógica (cfr. CC 6)
Ele quer que o amor à criança  -Cristo para o educador- vá sempre acompanhado de uma grande paciência  “para saber se servir do talento que descobre nos alunos, e saber além disso, pôr remédio às suas faltas e imperfeições com afeto paternal.” (EP. c.3721)
O educador deve praticar a humildade e a pobreza, não só porque tem de ensinar os primeiros elementos e isto a crianças pobres, mas também porque essas virtudes são inerentes à tarefa mesma do mestre, que deve adaptar-se à capacidade das crianças.”