São José de Calasanz

Ordem Religiosa

Ordem Religiosa

A Ordem das Escolas Pias e sua missão eclesial

 

A Ordem Religiosa das Escolas Pias nasceu no ano de 1600 em Roma – Itália. Ali, o recém-chegado padre espanhol José de Calasanz, impressionado com a opulência dos palácios e monumentos da “cidade eterna”, em contraste com a imensa pobreza e ausência de perspectivas em que  vivia a maior parte das crianças e jovens na periferia da cidade, teve a intuição que mais tarde daria origem à Ordem: Calasanz constatou que as crianças pobres com as quais se deparava, jamais alcançariam uma posição social diferente se não tivessem acesso a meios técnicos (educação formal) e aos valores (formação humana) eu alicerçam uma vida social digna.

Sensibilizado com a situação com a qual se deparava, Calasanz fundou a primeira escola gratuita do mundo: Santa Dorotéia. Para garantir uma institucionalização e qualificação deste atendimento fundou a Ordem Religiosa das Escolas Pias, e logo viu se multiplicarem pela Europa e pelo mundo as escolas que criara.

A fundação de uma Ordem Religiosa destas características foi, sem dúvida, uma atitude corajosa de Calasanz dentro do contexto do seu tempo, pois o normal era a dedicação dos sacerdotes às celebrações, ao ministério da confissão e à pregação da Palavra.

Para Calasanz, ser educador de crianças pobres, amando-as e servindo-as com total dedicação, ele mesmo tinha que viver pobremente, guardar seu coração só para elas, e buscar em tudo a vontade de Deus. Na medida em que se dedicava à educação dos pequenos, três apelos surgiram com força em sua vida: a pobreza, para melhor patilhar sua existência com os humildes; a castidade, para entregar totalmente seu coração com amor; a obediência, para ser fiel uncamente ao que Deus queria, de tal forma que sua vontade fosse o critério último que guiasse sua vida e a vida das crianças e jovens. Estas três chamadas o encaminharam para a vida religiosa.

Calasanz, pai e fundador das Escolas Pias, foi durante muitos anos Superior Geral da mesma. As escolas se multiplicaram e foram solicitadas por vários países da Europa. Mas, nem sempre foi fácil, Calasanz passou por várias humilhações, acusado falsamente, levado preso ao Tribunal do Santo Ofício e destituído como Geral. No final de sua vida, aceitou com obdiência, mas com profunda dor, a desintegração da Ordem; naqueles momentos, quando tudo parecia perdido, continuava animando seus religiosos a seguir adiante na missão, confiando que a providência de Deus traria de volta a reorganização da Ordem.

Hoje, depois de mais de 400 anos, os escoláápios continuam oferecendo seu serviço educativo dentro da Igreja, atendendo especialmente a crianças e jovens, ajudando-os a encontrar o sentido de sua vida. Fazem opção, como Calasanz, pelos pequenos, pobres e marginalizados, abrindo novos espaços educativos para eles. Desta forma, se entregam à missão de "evangelizar educanado" segundo o carisma de São José de Calasanz, diversificado e criativo.

 

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